segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O Lado A ( de Arêdes)

Quatro dias de descanço. Betim. Meu último destino.

Desde criança nunca tive muito contato com a família da minha mãe. Eles moram espalhados por Minas Gerais a fora, o que dificultava também o contato.
Meus avós são de uma cidadizinha perto de Governador Valadares, mas nos últimos anos eles tem ficado no sítio de uma irmã da minha vó (tia Isabel), em Betim. Isso tem facilitado um pouco as coisas. Apesar de eu sempre justificar minhas faltas com meus 'compromissos' rotineiros, agora nas férias resolvi que deveria visitá-los e passar uns dias com eles. Quatro dias, no caso.
Eu tenho lá minhas neuras, sabe? Tenho uma certa timidez com pessoas que não tenho intimidade. Eu converso e tudo o mais, mas tem um distanciamento. Eu travo, muitas vezes. E como eu não tenho muito contato com minha família por parte de mãe, muitas vezes evito esse contato por falta de 'jeito' para lidar com o novo. É uma família nova.
Em certos momentos eu não gosto de ser o centro das atenções. Não eu, o Filipe. Com os personagens que faço é diferente (mais fácil). Só que quando vou para Betim, é natural que todos queiram saber como estou, se minha mãe tem me ligado (para quem não sabe, ela mora nos EUA). E essas perguntas são muito embaraçantes. Eu gosto de agir naturalmente, por mais que a ocasião não seja.
Sei que se eu os visitasse mais, seria tudo diferente. Mas tudo é com o bom e velho tempo. Ele melhora as coisas. E foi o que eu pude conferir nesses últimos dias que passei com meus parentes. Agora já não me sinto mais o parente de Belo Horizonte, que mora sem a mãe... Que ninguém conhece direito. Agora estou me sentindo mais 'de casa'. Isso é tão bom.
Meu lado Arêdes (sobrenome da minha mãe), que tanto gosto de assinar, fica bem mais claro. Meu jeito carinhoso, caloroso e alegre vem deles. Minha mãe me passou essas características e agora, quando encontro o resto do meu povo, encontro-me também.
Eles são o outro lado da minha moeda. Segunda parte da minha constituição. O Arêdes, o Souza (meu lado esquerdo e/ou direito). Sou eles, vejo isso. Sei disso. Tudo porque a família influencia muito no nosso jeito, nos valores.
Família é algo tão bom, com todos os seus problemas, desentendimentos... Mas eu tenho sorte de ter duas famílias maravilhosas. Onde me encontro. Onde me entendo. Onde me conheço melhor e sinto-me confortável por isso.

Um comentário:

.hugo rocha. disse...

família é mesmo algo bom!

destaque para as belas fotos

^^