quarta-feira, 20 de abril de 2011

Em queda

 ou de Corvo a Fênix

No céu,
o corvo. Preto 
inconfundível
desfazendo-se
no espaço.

Voar lhe
pedia um esforço
sobre-humano
e ele, na
condição de
bicho-ave,
mal se sustentava
no seu exercício
de espécie.

Suas penas
se soltando...

Cinzas de
uma chama
que não se vê.

Patas
ansiando por
um galho...
um consolo,
um solo que fosse.

Ali estava: Frágil
corpo desfiado. 
Depenado! 

Cai
    indo

L e v e                          

Permitindo
a gravidade
agir. Pesando-lhe
o corvocorpo...

E ele
sumiu, en
      (terra) 
      ndo-se
                 no ar.

Uma hora
ele há de ressurgir.
Como uma fênix
ele renascerá. 
Ah, se há!

Um comentário:

Jonas Carneiro Silva disse...

Bonito esse, acho interessante esse processo do nascer, morrer e renascer, como a fênix o faz. De corvo se tornou fênix... Belo!