terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Enfim, a certeza

Vejamos: há uns três dias a certeza suprimiu a angústia que passeava aqui dentro. A notícia de que eu tinha passado na UFMG veio da melhor forma possível, assim penso. Eu estava na praia e não pude ficar na espreita, acabei recebendo o resultado pela boca de outra pessoa e isso eliminou todo aquele nervosismo que eu teria passado em frente ao computador.
A sensação de vitória é boa demais e me falta palavras para descrevê-la. Pensar que todo esforço não foi em vão... Que Deus me abençoou muito durante todo o processo de estudos e provas. Foi tudo muito exaustivo, abri mão de tantas coisas... Coisas tão importantes para mim, prioridades passadas... No entanto, valeu a pena. Deu certo.
Agora uma nova fase se inicia em minha vida e, como sou chegado a todos esses misticismos, de começos e finais de etapas, vou curtir todo esse momento bastante.
Posso dizer que estou de volta à minha vida, vivida (mais ou menos) à minha maneira, com alguns intempéries, é claro. Voltarei pro teatro, continuarei a fazer minha natação e mergulharei de cabeça no meu tão querido curso de psicologia. Neuroses e mais neuroses pela frente.
E que eu continue aqui, nesse Meu eu., não mais irritante, trabalhando minha escrita, melhorando pela prática e pelas leituras que faço.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Juntando as malas.
Abrindo o guarda-roupa, escolhendo as peças necessárias para a fuga.

- Não sabe o quanto eu estava esperando por isso.

Refúgio.
Um lugar bem tranquilo, é lá que quero estar.

"Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca da Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
[...]

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada."

(Vou-me embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira)

Vou-me embora. Por uns tempos apenas.

- Vai, vai sim, que Eu te espero.

ps. Avisem-me quando tudo estiver certo. Concreto.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Minha mesmice irritante

Eis a minha retrospectiva (feedback): É que eu nem sou chegado nisso, imagina! Eu só passei umas três sessões da minha terapia revendo o meu 2009. Falta de assunto? Talvez... É que estou esgotado das mesmas neuroses me aporrinhando. Preciso de motivos novos, razões ainda não conscientes, questões desconhecidas para trabalhar... Mas no momento estão em falta.
Sabe, é frustrante ver que no fundo você é uma mesmice. Constante. Eu penso que mudei muito, mas a essência está aqui - com toda a sua podridão também. Ainda assim, não desisti de me redescobrir, de me virar ao avesso e sacudir bastante, até tudo cair por terra. Todas as minhas "verdades". Talvez essa seja uma pretensão minha para o ano de 2010, uma das tantas!
A cada dia que passa me vejo mais incoerente, um tanto contraditório. Eu estava dizendo ao meu terapeuta que eu não gosto de criar grandes expectativas em ralação aos fatos, por ter medo de me frustrar... No entanto, cá estou eu, um poço de sonhos. Talvez, um abismo.
Meu ano foi turbulento, mas por dentro. Estou esgotado. Minha mente não pára - mente pensante, incessante. Tenho estudado muito, esforçado bastante. Nem me reconheço mais. Eu era tão conformado, satisfeito por ser mediano. Só que esse ano acreditei que eu poderia ir do bom ao muito bom, até parar no excelente.

- E parou?
- Espero que não.

Não quero nunca descobrir o meu melhor. Quero colocá-lo num altar, distante de mim e, a cada vez que eu me aproximar, por favor, o afastem de novo. Deixem-no bem longe e coloquem novos, velhos (tanto faz) obstáculos.
Ao contrário de Drummond, que dizia ter uma pedra no meio do caminho, tenho várias, quero várias. Elas me forçam a progredir, pela dor, pelo amor. Mas atenção! Tudo para chegar a lugar nenhum. Sem nenhuma, real, conclusão.

Era uma vez uma barata, que já havia passado por intensas mudanças climáticas ao longo dos séculos, resistido às, sistemáticas, catástrofes da natureza, sobrevivido após inúmeras bombas lançadas durante as Grandes Guerras Mundiais. Mais tarde, depois de tanto zanzar, ficou tonta. Sem saber que caminho tomar - perdida - acabou atropelada por anseios superiores: Um pezão bem grande veio e a des-ba-ra-ti-nou. De seu homicídio, restou apenas a sua gosma, viscosa, alojada, até o momento, no seu interior.

ps. Em 2010, eu desejo um terremoto para avacalhar com todo esse antiquário.

sábado, 26 de dezembro de 2009

'querzinho' de querer 'irzinho'

Não dou conta mais. Não agora.
Preciso daquelas tais semanas,
cuja os dias eu poderia passar apagado.
E, ainda assim, de nada adiantaria.

Preciso fugir.
Extinguir-me.
Preciso sumir...
Desaparecer de mim, de ti, daqui.

Já vou, já fui.
- Estou indo.
- Me aguarda, vai.
- Esta bem.

ps. aaaaaaaaaaaah! Não vejo a hora de tudo isso passar, quero muito, muito passar na UFMG, mas a vontade de poder respirar aliviado e dizer: acabou!... Talvez seja muito maior agora.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Por trás dos natais, existe um Natal

" - A senhora é conformada.
- Tenho fé, dona. Deus nunca me abandonou.
- Deus - repeti vagamente.
- A senhora não acredita em Deus?
- Acredito - murmurei.
[continua...]"

É tempo de natal.
Tempo de reflexão para alguns...
De compras para outros.
Ou dos dois. Juntos.

É tempo de natal.
Tempo de alegria para alguns...
De tristeza para outros.
Ou dos dois. Juntos.

É tempo de natal.
Tempo de estar junto dos outros...
Ou sozinho, afastado de alguns.
Ou os dois. Se-pa-ra-dos.

Deixemos de lado as conotações dadas ao Natal... Voltemos para o seu real significado, ainda que forjado pela Igreja. Lembremos do nascimento de Cristo e de toda a sua influência para a humanidade - até os dias de hoje.

"[...]
E ao ouvir o som débil da minha afirmativa, sem saber por quê, perturbei-me. Agora entendia. Aí estava o segredo daquela confiança, daquela calma. Era a tal fé que removia montanhas..."

( extraído do conto "Natal na barca", de Lygia Fagundes Telles)

sábado, 28 de novembro de 2009

Essas lágrimas, de quem são?

Cá no escuro, cá no chão,
encolho-me como quem
deseja retornar ao útero,
seguro, de sua mãe.

Cá no no escuro, deitado
no chão, procuro renovar
minhas forças, por hora,
gastas com toda essa opressão.

Cá no chuveiro, o choro vem
expressar o desespero, o medo...
Vem comprovar o humano
que sou, o homem de pouca
fé que zanza, sem rumo, pela cidade.

Não me reconheço no espelho
(na imagem):
- Essas lágrimas,
de quem são?

Cá na represa, a vazão de toda
aquela água reprimida... Tudo
isso para gerar (renovar) forças,
outrora, perdidas por ai.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

É certo que
não gosto de te ver tão só.

É certo que
não gosto de te largar às poeiras,
baratas, teias e suas donas aranhas.

É certo que
te gosto completo, com teto, com
chão e suas quatro paredes.

É certo que
não gosto, também, de te deixar
com as janelas fechadas, portas emperradas,
entaladas, agarradas ao portal.

É certo que
não gosto de muito desleixo, dou-te
um beijo, deixo o abraço, apertado, de lado. Até.

É certo que
o tempo acaba, ele passa, arrasa-me
com o tempo que não me dá tempo
de não pensar nada;
não escrever nada;
não falar nada;
não expressar nada,
nem um um pio.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Não sei,

É que tenho falado sobre o hoje,
o tempo presente,
mais passado que futuro,
que não volta mais.
Que se foi.

É que tenho falado sobre o cansaço,
o último fôlego, o
temível momento de não
poder mais, de não querer mais,
de não aguentar mais.
Mais nada.

É que tenho falado sobre a vitória,
porque não se começa uma batalha
pensando na derrota, muito
menos pensando em duas, três,
quatro alternativas, caso a primeira
não dê certo... Não, não é assim.
Não mesmo!

É que tenho falado sobre o tanto
que tenho a falar, que muitas vezes nem
sei, mas que está aqui dentro.
Falar sobre o nada que sinto, esta coisa
sem nome, sem tempo, sem espaço, sem... Sentimento?
Talvez...

Talvez, eu realmente não tenha nada a dizer,
mas me forço. Pelo puro prazer de
apenas exercitar essa escrita, essa vida
registrada em versos, minha ferida,
minhas dores e amores, estes que não vieram,
por falta de tempo, um contratempo, quem sabe?
Não sei.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Acordei preocupado,
pensando no tempo que ainda resta,
evidenciando as dificuldades,
as pedras, ainda, visíveis na minha frente.
Em pensar... Que outras tantas virão.

Hoje, hoje eu acordei cansado,
cansaço este, que eu poderia
dormir por semanas... Mas que
de nada adiantaria. Preciso de um tempo.
Um tempo fora desse espaço, um tempo
que pudesse parar no primeiro estalo.

Eu só não me canso de dizer: força! Ao
menos coragem, vai. Em pensar que estou
só no começo e que ao longo da vida,
muitas outras dificuldades virão. Sacrifícios
terei de fazer, para mais uma vez tentar.
Tentar e conseguir. E nunca muito diferente disto.

sábado, 3 de outubro de 2009

Se é assim...

Eu respeito.
Eu deixo de lado, te guardo.
É que me escapou pelas frestas da mão. Partiu!

Desejos guardados, engavetados, arquivados...
Vontade voraz. Fome do outro, por já
ter devorado tudo aqui dentro.

A caça, minha farsa...
Disfarça, vai. Deixa de lato tudo isso
e vamos embora, bora?

domingo, 27 de setembro de 2009

de céu azul

Sou pequenino e também gigante...

Este, talvez, tenha sido um dia de céu azul,
sem núvens, sem vento, sem.

Calor, o calor me tomou, me roubou, me feriu, me viveu...
ME MATOU, de calor.

- Abre a janela, por favor?

Escuro, abafado. Esta casa está desmorando, em pedaços.
De fragmento a fragmento a fragmento a fragmento a fragminto!

Este, talvez, tenha sido um dia de céu azul,
de cores vivas bisbilhotando a morte.

- Arreda a cortina, vai.
Se lembra de quando papai cantava para nós,
bem assim, logo pela manhã:

"luz do sol,
que a folha traga e traduz
em verde novo
em folha, em graça, em vida, em força, em luz"

- Pois é, já não vejo a mesma graça mais.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Só

Só para não te deixar ansioso, na espera,
eu te escrevo.

Se tempo houvesse, tivesse direito,
eu escreveria páginas e páginas.

Dir-te-ia como eu ando, o que penso,
do que sinto.

Buscaria palavras doces, que afagam o peito;
tudo para te despreocupar.

- Eu estou bem.

Estou bem, mas, constantemente, ruim.
Um medo, um anseio, um medo de novo, e logo depois...

Só para não te deixar sozinho, na espera, eu te escrevo.
É só isso!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Não Enche


Me larga, não enche
Você não entende nada e eu não vou te fazer entender
Me encara de frente:
É que você nunca quis ver, não vai querer, não quer ver
Meu lado, meu jeito
O que eu herdei de minha gente e nunca posso perder
Me larga, não enche
Me deixa viver, me deixa viver, me deixa viver, me deixa viver

Cuidado, ô xente!
Está no meu querer poder fazer você desabar
Do salto, nem tente
Manter as coisas como estão porque não dá, não vai dar
Quadrada, demente
A melodia do meu samba põe você no lugar
Me larga, não enche
Me deixa cantar, me deixa cantar, me deixa cantar, me deixa cantar

Eu vou
Clarificar a minha voz
Gritando: nada mais de nós!
Mando meu bando anunciar:
Vou me livrar de você

Harpia, aranha
Sabedoria de rapina e de enredar, de enredar
Perua, piranha
Minha energia é que mantém você suspensa no ar
Pra rua! se manda
Sai do meu sangue, sanguessuga que só sabe sugar
Pirata, malandra
Me deixa gozar, me deixa gozar, me deixa gozar, me deixa gozar

Vagaba, vampira
O velho esquema desmorona desta vez pra valer
Tarada, mesquinha
Pensa que é a dona e eu lhe pergunto: quem lhe deu tanto axé?
À-toa, vadia
Começa uma outra história aqui na luz deste dia D:
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou viver mil
Eu vou viver sem você

... de Caetano Veloso!

domingo, 30 de agosto de 2009

Um poema, talvez...

Está na hora, vamos?
É hora de limpar esse quarto,
guardar tudo certinho,
jogar essas folhas fora...

É hora de juntar todo esse
lixo e jogar pra fora. Fora
do quarto, fora de mim mesmo.

É, é preciso passar um pano
nesse quarto, varrer, deixar
um brilho!
Tudo está muito largado,
no fundo, no fundo.

Está tudo deixado de lado.

- Bobagem!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Apenas um conto

E ele perguntou:

- Tem alguém aí?

E como eco, propagou-se:

- "tem alguém aí... tem alguém aí... tem alguém aí?".

Sem respostas, ele repetiu:

- Ei...
- " ei... ei...".
- ... Tem alguém aí?
- "... tem alguém aí... tem alguém aí... tem alguém aí".

Ele continuou a andar, havia chegado até aquela caverna depois de muito andar e não seria agora o momento de desistir. Não depois de tudo o que ele tinha passado até ali.
Estava escurecendo, ele trazia consigo uma lanterna, mas se lembrava de que a pilha não duraria por muito tempo. Caso contrário, ele voltaria atrás e não continuaria a seguir em frente. Seria a escolha mais prudente, é claro.
Mas ainda estava cedo para desistir e aquela caverna a sua frente, deixava-o com um misto de medo e curiosidade... Com isso, era melhor continuar.
Seu estômago indicava que algo não estava bem, uma insegurança, talvez, acompanhava-o a medida que avançava pela caverna. Ouvia barulho de asas, provavelmente seriam alguns morcegos perturbados com a sua chegada. Deveria haver outros bichos ali dentro como ratos, alguns insetos... Não sabia muito bem a razão de ter ido até ali, mas era preciso atravessar a caverna para enfim entender o motivo.
Os pensamentos invadiam sua mente, talvez seria por isso que sua cabeça doía. Perguntas e mais perguntas. Dúvidas. Se havia alguma verdade na vida, ele desconhecia. Até o momento, havia descobrido que tudo é instável, as certezas de nossas vidas poderiam parecer bem claras, mas uma hora ou outra seria provado que nada daquilo era tão certo. O 'não saber, nem entender' continuaria sempre ali, consigo.
(continua...)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Só Ele

É quando a coisa aperta para o nosso lado, que a gente recorre a Ele.

- A “gente” quem?
- Está bem... “EU recorro a Ele”.

Eu comecei a tossir do nada na noite desse último domingo. Achei que era pura hipocondria, por eu andar meio impressionado com essa questão da “Gripe Suína”. Ou seja, eu estava sentindo aqueles sintomas, mas seria tudo psicológico.
Enfim, psicológico ou não, eu só sei que a gripe me pegou de jeito nesses últimos dias. Mal consegui dormir de domingo para segunda. Muita febre, muita tosse, muita dor de cabeça, muita ansiedade... Fiquei com medo de estar com essa gripe H1N1 e pedi a minha tia para me levar ao médico. Eu devo ter chegado ao hospital às 14h e pouco e fiquei umas duas horas e meia esperando para ser atendido. E olha que é plano de saúde, heim?
Resumindo, o médico só me receitou um tylenol para aliviar a minha dor de cabeça e congestão nasal. Ele disse que era muito cedo para saber a evolução do meu quadro, mas que para ser a tal da gripe suína, eu teria que ter falta de ar.
Pois bem, a minha gripe já está melhorando... Mas o mais engraçado mesmo foi a minha cara de pau em recorrer a Deus nesses momentos de doença. Eu confesso, eu mal faço minhas orações todos os dias, no máximo eu agradeço a Deus por estar vivo e ter a oportunidade de procurar melhorar como pessoa.
Eu não sou um bom cristão. Religião eu não tenho. Já tive. Sinto até saudade da Igreja (às vezes!). A Bíblia eu já não leio há tempos... Mesmo assim, nesse momento de medo, por estar em ano de vestibular e não poder faltar um dia de aula. Eu orei a Deus e pedi para que Ele aliviasse todos os meus sintomas e que não fosse a gripe suína a causadora dessa enfermidade.
Eu só sei que Ele me ouviu. Eu gosto de pensar por esse lado. Já faz quatro dias que estou doente e já me sinto bem melhor. A dor de cabeça foi embora, assim como a coriza. A febre ainda persiste, a tosse também. Mas se o negócio é sempre olhar pelo lado positivo, eu tenho descansado bastante nesses últimos dias.

- Senhor, eu te peço perdão pelas minhas faltas.

Que Deus nos abençoe. Amém!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O Vaso Sanitário

O vaso.

Instalado no banheiro, ao lado do chuveiro.

Onde as pessoas se sentam, onde as pessoas suam de dor, onde as pessoas se aliviam.

Qual é a sua dor? Qual é o teu medo?

Desespero, anseio, inseguro, indigesto.

O que te faz mal? O que não lhe cai bem no estômago?

A bunda, o ânus, o intestino...

O esgoto do ser humano. O cano.

Aonde vai toda aquela merda?

Dispara a descarga.

Redemoinho: movimento das águas, das fezes, da urina, do vomito.

O ser humano é sujo.

O homem precisa eliminar toda sua impureza.

A tristeza, a inveja, o apego, desejo,medo,

a vaidade de pensar ser diferente do outro.

O engano.

No vaso todos somos um, comum.

O que não lhe cai bem no estômago?

O doce, o amargo, o salgado, ou o azedo? O agridoce também.

O que não te serve mais?

Matar, mentir, roubar, fugir, adulterar e trair.

A sujeira do homem está toda ali.

A imundice moral. O pecado mortal. O engano total.

No vaso sanitário.

No banheiro público, o do teu trabalho, da tua casa.

Tudo se esvairá ali.

domingo, 26 de julho de 2009

Vamos

- Vamos improvisar um post?
- Vamos.
- E se ficar ruim a gente apaga.
- Está bem.

Eu não sei muito bem o rumo que esse blog está tomando. Quando eu fiz isso aqui, eu pensava em escrever textos interessantes, bem elaborados e tudo o mais. Não que isso não tenha acontecido, mas é que eu adotei uma "prosa livre", na qual eu conto apenas com a inspiração e nada de técnica.

- Falemos das férias, que tal?
- É uma boa idéia.

Pois então, como citei no tópico anterior, eu cheguei a conclusão de que eu teria que descansar nessas férias. Se eu estudasse, voltaria cansado às aulas em agosto e muito pelo contrário, eu preciso estar descansado, relaxado, porque daí adiante eu não paro mais. Daqui pra frente, só janeiro eu vou pensar em descansar. Amém!

- E o que você fez nas férias?

Férias é uma coisa tão previsível, né? Ou você viaja, ou fica em casa. Quando você viaja, nós, brasileiros, privilegiados com maravilhosas praias, muitas vezes vamos para o litoral. Há aqueles que preferem alguma cidadezinha do interior, aqui em Minas temos tantas cidades histórias, que poderíamos fazer um prazeroso roteiro turístico.
Mas quando se fica em casa, o jeito é fazer como eu: alugar muitos filmes, selecionar uns três livros, ficar o dia inteiro de pijama e já tá ótimo. O cinema nem sempre é um recurso muito bom, porque eu sempre me vejo naquela situação: porra, ta todo mundo viajando... E agora, José? E cinema sem companhia é um pouco sem graça, para não dizer muito. Você tem que estar num estado de espírito muito transcendental para fazer algo assim.
Pois bem, eu passei essa semana toda escrevendo um conto. Ah, que delícia. Decidi que agora não me preocupo em escrever romances, só prosa curta. Porque meus romances sempre viram novela, eu vou inventando tanto personagem e eu me apego a eles e já quero criar um conflito para todos. É uma enxurrada de neurose. E aí, já viu, só Freud aguenta.
Andei com uma vontade de tentar Letras na UFMG. Sei lá, eu gosto tanto de escrever. Mas olha bem pra minha cara, eu não tenho a mínima vocação para ser professor. E esta profissão está tão desvalorizada, com salários baixos, falta de respeito dos alunos... está tão preocupante, que já virou até 'post' já publicado nesse blog. Eu prefiro ficar com a minha 'psicologia' mesmo e seja o que Deus quiser.

- E o twitter?

Ah, que invenção incrível foi esse twitter. Eu viciei. Todo dia penso em algo bem medíocre pra escrever lá. Isso quando não pago de 'cult' e fico comentando de Shakespeare e cinema retrô. ADORO!
No mais, é só isso. Que eu vou ali ler o jornal que meu pai comprou.

domingo, 19 de julho de 2009

I'll be back


Ultimamente eu não tenho escrito coisas das quais eu me orgulhe e encha a boca para falar: eu escrevi! No entanto, eu continuo nessa 'batalha' (tudo para deixar mais dramático o meu desabafo).
Sabe, eu tenho sido muito duro comigo mesmo. Não aceito os meus erros, ou melhor, a minha falta de experiência com certas coisas, como a própria escrita. Eu cobro muito de mim e acho que até certo ponto isso é bom. Mas quando isso se une à minha ansiedade, aí acabou. Eu simplesmente surto. Afinal, quem dá conta, não é?
Cobranças, cobranças cobranças!

- Você escreve tão mal.
- Você tem estudado pouco.
- Você é um saco, sabia?
- Você é um pseudo-intelectual, entendeu?
- Você tem três anos de inglês, e o que você sabe? Nada!

Você, você, você!
Não dá, não é mesmo? Eu sou meu único amigo. A-MI-GO. Único. O resto é o resto e essa é a dura realidade da vida. Se eu não me estender a mão, a coisa vai desandar MESMO.
Estou tentando ser mais paciente comigo. Até escrevi um dia desses que eu tenho uma vida inteira para aperfeiçoar tudo o que devo. Assim espero.
Estou de férias. Esta que eu nem devo aproveitar tanto, por estar em ano de vestibular (merda de vestibular). Mas resolvi tirar quatro dias para descansar e estou indo bem... Estou fazendo coisas que eu adoro: ler, escrever e assistir filme... Além de não ter hora para acordar.
Escrevi no último post, que estava pensando em acabar com esse blog. É, eu estava. Pura cobrança. Isso aqui não é nenhuma coluna de jornal, ou revista, em que eu tenho que escrever muito bem e blá, blá, blá... Não tem todas aquelas exigências. Isso aqui é para praticar. PRATICAR. É para eu aprender e aperfeiçoar. Para conhecer a minha escrita (estilo). E eu estou indo bem, estou começando ainda.
Enfim, isto foi só mais um desabafo que escrevi nesse blog e como dirria o Arnold Schwarzenegger no filme O Exterminador do Futuro: I'll be back.

- Até o próximo post.
- Até!

sábado, 18 de julho de 2009

Eu aguardo


- Vamos brincar de ser feliz?
- Sim.

1° Para quê desesperar e ficar com esse ar de derrotado?

"A vida não vai com minha cara, Deus não gosta de mim"

Sorria. Um sorriso leva a outro, um outro (quem sabe?).

- Me concede essa dança?
- Sim.

2° Andas tão galante, tão... Romeu e Julieta estão me influenciando. Ah, bom!

- Ah, e a cena "O Jardim de Capuleto"?
- Lindo!
- Shakespeare fala de amor sem me deixar com náuseas.
- Não tem quem se compare a ele. Grande dramaturgo.

3° Strauss e Shakespeare salvaram minha semana. SEM SOMBRA DE DÚVIDAS.

Estou voltando.
Sim, estou.
Melhorando (eu espero).

Aguardo respostas.
Cartas, mensagens... Bilhetes.
Não suma. Eu volto.

- Volta mesmo?
- Sim, eu volto.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Crise?

Cansei. Cansei de mim, cansei de todos. Transferi.

Pensei em acabar com este blog.
Pensei em começar um novo.
Pensei entrar de 'férias' (férias?).
Pensei em mudar o layout.
Pensei em tirar todas as fotos e figuras (e tirei).
Pensei em tirar os comentários (e tirei).

Talvez seja uma fase. Uma nova. Momentânea. Talvez!

- Quem sabe?
- Eu!
- Eu perguntei: 'quem sabe?'
- Eu.
- Você não serve.

Serve para aliviar. Serve como paliativo.

- Vamos dar um jeito nisso?
- Vamos.
- Como um casamento, ou como as "juras" durante a cerimônia. Na saúde e na doença, na tristeza e na alegria...

Amém!