domingo, 30 de agosto de 2009
Um poema, talvez...
É hora de limpar esse quarto,
guardar tudo certinho,
jogar essas folhas fora...
É hora de juntar todo esse
lixo e jogar pra fora. Fora
do quarto, fora de mim mesmo.
É, é preciso passar um pano
nesse quarto, varrer, deixar
um brilho!
Tudo está muito largado,
no fundo, no fundo.
Está tudo deixado de lado.
- Bobagem!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Apenas um conto
- Tem alguém aí?
E como eco, propagou-se:
- "tem alguém aí... tem alguém aí... tem alguém aí?".
Sem respostas, ele repetiu:
- Ei...
- " ei... ei...".
- ... Tem alguém aí?
- "... tem alguém aí... tem alguém aí... tem alguém aí".
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Só Ele
- A “gente” quem?
- Está bem... “EU recorro a Ele”.
Eu comecei a tossir do nada na noite desse último domingo. Achei que era pura hipocondria, por eu andar meio impressionado com essa questão da “Gripe Suína”. Ou seja, eu estava sentindo aqueles sintomas, mas seria tudo psicológico.
Enfim, psicológico ou não, eu só sei que a gripe me pegou de jeito nesses últimos dias. Mal consegui dormir de domingo para segunda. Muita febre, muita tosse, muita dor de cabeça, muita ansiedade... Fiquei com medo de estar com essa gripe H1N1 e pedi a minha tia para me levar ao médico. Eu devo ter chegado ao hospital às 14h e pouco e fiquei umas duas horas e meia esperando para ser atendido. E olha que é plano de saúde, heim?
Resumindo, o médico só me receitou um tylenol para aliviar a minha dor de cabeça e congestão nasal. Ele disse que era muito cedo para saber a evolução do meu quadro, mas que para ser a tal da gripe suína, eu teria que ter falta de ar.
Pois bem, a minha gripe já está melhorando... Mas o mais engraçado mesmo foi a minha cara de pau em recorrer a Deus nesses momentos de doença. Eu confesso, eu mal faço minhas orações todos os dias, no máximo eu agradeço a Deus por estar vivo e ter a oportunidade de procurar melhorar como pessoa.
Eu não sou um bom cristão. Religião eu não tenho. Já tive. Sinto até saudade da Igreja (às vezes!). A Bíblia eu já não leio há tempos... Mesmo assim, nesse momento de medo, por estar em ano de vestibular e não poder faltar um dia de aula. Eu orei a Deus e pedi para que Ele aliviasse todos os meus sintomas e que não fosse a gripe suína a causadora dessa enfermidade.
Eu só sei que Ele me ouviu. Eu gosto de pensar por esse lado. Já faz quatro dias que estou doente e já me sinto bem melhor. A dor de cabeça foi embora, assim como a coriza. A febre ainda persiste, a tosse também. Mas se o negócio é sempre olhar pelo lado positivo, eu tenho descansado bastante nesses últimos dias.
- Senhor, eu te peço perdão pelas minhas faltas.
Que Deus nos abençoe. Amém!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
O Vaso Sanitário
O vaso.
Instalado no banheiro, ao lado do chuveiro.
Onde as pessoas se sentam, onde as pessoas suam de dor, onde as pessoas se aliviam.
Qual é a sua dor? Qual é o teu medo?
Desespero, anseio, inseguro, indigesto.
O que te faz mal? O que não lhe cai bem no estômago?
A bunda, o ânus, o intestino...
O esgoto do ser humano. O cano.
Aonde vai toda aquela merda?
Dispara a descarga.
Redemoinho: movimento das águas, das fezes, da urina, do vomito.
O ser humano é sujo.
O homem precisa eliminar toda sua impureza.
A tristeza, a inveja, o apego, desejo,medo,
a vaidade de pensar ser diferente do outro.
O engano.
No vaso todos somos um, comum.
O que não lhe cai bem no estômago?
O doce, o amargo, o salgado, ou o azedo? O agridoce também.
O que não te serve mais?
Matar, mentir, roubar, fugir, adulterar e trair.
A sujeira do homem está toda ali.
A imundice moral. O pecado mortal. O engano total.
No vaso sanitário.
No banheiro público, o do teu trabalho, da tua casa.
Tudo se esvairá ali.
domingo, 26 de julho de 2009
Vamos
- Vamos.
- E se ficar ruim a gente apaga.
- Está bem.
- Falemos das férias, que tal?
- É uma boa idéia.
Pois então, como citei no tópico anterior, eu cheguei a conclusão de que eu teria que descansar nessas férias. Se eu estudasse, voltaria cansado às aulas em agosto e muito pelo contrário, eu preciso estar descansado, relaxado, porque daí adiante eu não paro mais. Daqui pra frente, só janeiro eu vou pensar em descansar. Amém!
- E o que você fez nas férias?
Férias é uma coisa tão previsível, né? Ou você viaja, ou fica em casa. Quando você viaja, nós, brasileiros, privilegiados com maravilhosas praias, muitas vezes vamos para o litoral. Há aqueles que preferem alguma cidadezinha do interior, aqui em Minas temos tantas cidades histórias, que poderíamos fazer um prazeroso roteiro turístico.
Mas quando se fica em casa, o jeito é fazer como eu: alugar muitos filmes, selecionar uns três livros, ficar o dia inteiro de pijama e já tá ótimo. O cinema nem sempre é um recurso muito bom, porque eu sempre me vejo naquela situação: porra, ta todo mundo viajando... E agora, José? E cinema sem companhia é um pouco sem graça, para não dizer muito. Você tem que estar num estado de espírito muito transcendental para fazer algo assim.
Pois bem, eu passei essa semana toda escrevendo um conto. Ah, que delícia. Decidi que agora não me preocupo em escrever romances, só prosa curta. Porque meus romances sempre viram novela, eu vou inventando tanto personagem e eu me apego a eles e já quero criar um conflito para todos. É uma enxurrada de neurose. E aí, já viu, só Freud aguenta.
Andei com uma vontade de tentar Letras na UFMG. Sei lá, eu gosto tanto de escrever. Mas olha bem pra minha cara, eu não tenho a mínima vocação para ser professor. E esta profissão está tão desvalorizada, com salários baixos, falta de respeito dos alunos... está tão preocupante, que já virou até 'post' já publicado nesse blog. Eu prefiro ficar com a minha 'psicologia' mesmo e seja o que Deus quiser.
- E o twitter?
Ah, que invenção incrível foi esse twitter. Eu viciei. Todo dia penso em algo bem medíocre pra escrever lá. Isso quando não pago de 'cult' e fico comentando de Shakespeare e cinema retrô. ADORO!
No mais, é só isso. Que eu vou ali ler o jornal que meu pai comprou.
domingo, 19 de julho de 2009
I'll be back
Ultimamente eu não tenho escrito coisas das quais eu me orgulhe e encha a boca para falar: eu escrevi! No entanto, eu continuo nessa 'batalha' (tudo para deixar mais dramático o meu desabafo).
Sabe, eu tenho sido muito duro comigo mesmo. Não aceito os meus erros, ou melhor, a minha falta de experiência com certas coisas, como a própria escrita. Eu cobro muito de mim e acho que até certo ponto isso é bom. Mas quando isso se une à minha ansiedade, aí acabou. Eu simplesmente surto. Afinal, quem dá conta, não é?
Cobranças, cobranças cobranças!
- Você escreve tão mal.
- Você tem estudado pouco.
- Você é um saco, sabia?
- Você é um pseudo-intelectual, entendeu?
- Você tem três anos de inglês, e o que você sabe? Nada!
Você, você, você!
Não dá, não é mesmo? Eu sou meu único amigo. A-MI-GO. Único. O resto é o resto e essa é a dura realidade da vida. Se eu não me estender a mão, a coisa vai desandar MESMO.
Estou tentando ser mais paciente comigo. Até escrevi um dia desses que eu tenho uma vida inteira para aperfeiçoar tudo o que devo. Assim espero.
Estou de férias. Esta que eu nem devo aproveitar tanto, por estar em ano de vestibular (merda de vestibular). Mas resolvi tirar quatro dias para descansar e estou indo bem... Estou fazendo coisas que eu adoro: ler, escrever e assistir filme... Além de não ter hora para acordar.
Escrevi no último post, que estava pensando em acabar com esse blog. É, eu estava. Pura cobrança. Isso aqui não é nenhuma coluna de jornal, ou revista, em que eu tenho que escrever muito bem e blá, blá, blá... Não tem todas aquelas exigências. Isso aqui é para praticar. PRATICAR. É para eu aprender e aperfeiçoar. Para conhecer a minha escrita (estilo). E eu estou indo bem, estou começando ainda.
Enfim, isto foi só mais um desabafo que escrevi nesse blog e como dirria o Arnold Schwarzenegger no filme O Exterminador do Futuro: I'll be back.
- Até o próximo post.
- Até!
sábado, 18 de julho de 2009
Eu aguardo
- Vamos brincar de ser feliz?
1° Para quê desesperar e ficar com esse ar de derrotado?
"A vida não vai com minha cara, Deus não gosta de mim"
Sorria. Um sorriso leva a outro, um outro (quem sabe?).
- Me concede essa dança?
- Sim.
2° Andas tão galante, tão... Romeu e Julieta estão me influenciando. Ah, bom!
- Ah, e a cena "O Jardim de Capuleto"?
- Lindo!
- Shakespeare fala de amor sem me deixar com náuseas.
- Não tem quem se compare a ele. Grande dramaturgo.
3° Strauss e Shakespeare salvaram minha semana. SEM SOMBRA DE DÚVIDAS.
Estou voltando.
Sim, estou.
Melhorando (eu espero).
Aguardo respostas.
Cartas, mensagens... Bilhetes.
Não suma. Eu volto.
- Volta mesmo?
- Sim, eu volto.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Crise?
Pensei em acabar com este blog.
Pensei em começar um novo.
Pensei entrar de 'férias' (férias?).
Pensei em mudar o layout.
Pensei em tirar todas as fotos e figuras (e tirei).
Pensei em tirar os comentários (e tirei).
Talvez seja uma fase. Uma nova. Momentânea. Talvez!
- Quem sabe?
- Eu!
- Eu perguntei: 'quem sabe?'
- Eu.
- Você não serve.
Serve para aliviar. Serve como paliativo.
- Vamos dar um jeito nisso?
- Vamos.
Amém!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
O belo (me) te encanta?!
Ela olhou-se no espelho e perguntou, meio apreensiva:
- Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?
Rostos bonitos, corpos exuberantes. O que é a beleza? Quem tem a beleza?
- Você tem pra vender?
- Não, está em falta.
Vende-se um modelo. META. Todos querem alcançar um ideal: um corpo perfeito, uma vida perfeita, um par perfeito...
- Iludidos.
A beleza não passa de busca pela organização, falou-me a professora. Segundo estudos, isso não passa de uma busca pela harmonia. Rostos bonitos são rostos simétricos.
Narciso apaixonou-se por seu reflexo na água: uma maldição. Sua pena? Morrer afogado. Mito, verdade.
Ando assim, meio narciso, meio eu. Eu demais. Há um mecanismo de defesa em tudo isso, voltar para si, para dentro. Proteção. A decepção será menor.
- É feio?
- O quê?
- Ser assim, meio narcisista.
- Claro que não, só não pode exagerar.
- Eu tenho ego grande demais, às vezes tenho de freia-lo.
- Tome cuidado.
A beleza é tão... Fugaz, as palavras se vão quando tenho que descrever o belo. O belo vai do momento, da situação, do vento (tempo):
Momento;
situação;
vento (tempo);
As palavras me faltam para descreve-lo. Suspiro! O belo me encanta, o belo te encanta?
- Ora me acho bonito, ora me acho feio. Ora me amo, ora me odeio.
- Normal.
- Não banalize meus sentimentos! Disse em tom de ameaça.
E o Espelho respondeu:
- Existe uma moça, Rainha. Seu nome é Branca de Neve. Ninguém jamais viu beleza com a dela.
- Não! Disse a Madrasta, atirando-se de encontro ao espelho.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
The KiNg of PoP
Em todos os jornais que assisti de ontem para hoje, na globo e no globonews, os próprios jornalistas transpareciam um pesar e uma surpresa ao anunciar a sua morte. Michael Jackson revolucionou o mundo da música, serviu de influência para muitos cantores, artistas em si.
Apesar de todos os escândalos em que esteve envolvido, sua imagem (para mim, meio androgena) continuou ligada ao posto de Rei do Pop! Seus videoclipes revolucionaram, ninguém sabia dançar como ele, suas músicas são conhecidas nos quatro cantos do mundo... Ele é foda. Uma ESTRELA, a real popstar!
Lembro-me que ainda criança, assisti a um clipe dele no Fantástico e fiquei me perguntando:
- Ele é homem, ou, mulher?
É isso: homem, ou mulher; branco, ou, negro; adulto, ou, criança... Ele criou para si um Never Land e acreditou que o tempo seria generoso com ele, assim como foi para Peter Pan.
- Uma pena, não acha?
- Sim.
O sucesso, o dinheiro, a fantasia. Uma metamorfose. Mexe dali, mexe daqui. Cirurgias: nega-se a natureza. A própria natureza.
- Ih, ele ta ficando branco, você percebeu?
- É vitiligo.
- "Michael Jackson é acusado de pedofilia!"
A mídia massacra! A mídia o adora! Mas a mídia é cruel! A VIDA é cruel. A realidade não é fácil.
- Morre o astro do pop, Michal Jackson, de ataque no coração.
A mídia, enfim, desfia passo a passo, parágrafo por parágrafo, o último capítulo da história de Michael.
- Ele se foi.
- É, se foi.
- Mas será sempre lembrado como um astro pop.
- O melhor?
- Talvez.
- O mais famoso?
- Quem sabe.
- O Rei do pop?
- Sim... Michael Jackson: The King of Pop.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Bom dia
- Olá.
- Oi.
- Bom dia.
- Bom dia... uai, ligou cedo hoje.
- Pois é, liguei para abençoar seu dia.
- Que Deus abençoe o seu dia também!
Beyonce - Halo
Halo
Remember those walls I built
Well baby they're tumbling down
And they didn't even put up a fight
They didn't even make a sound
I found a way to let you in
But I never really had a doubt
Standing in the light of your halo
I got my angel now
It's like I've been awakened
Every rule I had you breaking
It's the risk that I'm taking
I ain't never gonna shut you out
Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Prey it won't fade away
I can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Hit me like a ray of sun
Burning through my darkest night
You're the only one that I want
Think I'm addicted to your light
I swore I'd never fall again
But this don't even feel like falling
Gravity can't forget
To pull me back to the ground again
Feels like I've been awakened
Every rule I had you breaking
It's the risk that I'm taking
I'm never gonna shut you out
chorus
domingo, 21 de junho de 2009
Em três tempos
- Pode.
- O senhor vai digitar direitinho, da forma que eu ditar?
- Sim.
1° Ele se sente bem. Sim, bem melhor. Ele está cansado, mas está cumprindo o que disse: esse vai ser um ano de "esforços". Ele deve (TEM) que dar o melhor de si. For good! E Sempre.
2° O Fashion Rio aconteceu, o São Paulo Fashion Week vai até amanhã e ele mal pode acompanhar.
- Eu vi Gisele! Essa eu não podia perder...
- Dizem que ela está grávida.
- Rá, eu li um artigo do José Simão em que ele brincava: "Grávida? Gisele vai ter uma azeitona!".
- Pode crer.
- Eu vi também bem rapidinho o disfile do Herchcovitch e da Cia. Marítima. E o Jesus Luz, Madonna's boyfriend, que desfilou para a Colcci assim como a Gisele.
- E dessa vez o evento contou com cotas para negros!
- Eu vi uma modelo negra falando em uma entrevista que se é preciso ter essas cotas, para colocarem negras(os) na passarela, porque não?
- E o Lula, heim?
- Tsk tsk tsk.
- Ele mandou muito mal dizendo que Sarney não devia ser tratado com uma pessoa comum.
- Sim, ele tem "história" no Brasil.
- Cartão vermelho para o nosso presidente.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Uma proposta? Uma mudança!
arranca dois,
arranca três e diga:
Três pratos de trigo para três tigres tristes.
- Rápido!
Não posso negar, eu adoro novela. Uns meses atrás eu andava com papo de que novela não é arte, ator que faz novela não é ator... Esse papo preconceituoso e tudo o mais.
A novela Caminho das Índias começou no início do ano eu a enchia de críticas. Passou uma semana, duas semanas: Essa Juliana Paes sempre faz o mesmo tipo de personagem, olha a cara dela. Passou três semanas: como ator, o Márcio Garcia é um bom apresentador.
Até que me vi elogiando atrizes como Débora Bloch, Letícia Sabatela e Totia Meireles... Tive que admitir: essa novela é boa. Gloria Perez, sem dúvida, é uma excelente escritora. A sua forma de abordar a sociedade brasileira, com seus problemas, com o seu povo e a maneira como ela contrapõe nossa cultura com a indiana é interessantíssima.
Eu poderia fazer milhões de post’s só para comentar os “dramas” que ela aborda na novela, sobretudo, há um que tem me chamado bastante atenção: a educação.
Já há algum tempo em que penso sobre a realidade em que vivemos, onde pais criam filhos sem limites, que acreditam serem donos do mundo, alunos desrespeitam professores, não levam a escola a sério... Eu acredito que a solução para muitos problemas sociais/políticos/econômicos de nosso país é a educação.
Um dia desses, meu professor de matemática pediu para levantarem a mão aqueles que gostariam de ser professor, se fosse uma profissão bem remunerada. E eu levantei, no ímpeto da ação, mas logo me lembrei o quanto esta profissão tem perdido sua dignidade, com as faltas de investimento do estado, na violência dentro das escolas e nos “filhinhos de papai” que soltam desaforos como: o que é que você está falando aí, eu é que pago seu salário!
Eu não vivi essa época, onde professor era, realmente, autoridade dentro da sala de aula, mas acredito que era uma boa fase. Mas hoje em dia, se os filhos não respeitam os pais, eles vão respeitar o professor? Educados dentro de casa, educados com o mundo. Está tudo ligado.
Apesar de todos problemas enfrentados tanto nas escolas públicas, quanto nas particulares, eu tenho a esperança de que haja uma mudança de mentalidade, ou melhor, uma conscientização. Principalmente quando vejo esse tema ser abordado em um veículo de informação tão acessível e assistido pelos brasileiros: a novela.
domingo, 7 de junho de 2009
Das coisas do amor

E ele anunciou com certo alívio:
- Eu nunca sofri por amor.
- Paixões platônicas me alimentam. Disse adaptando a frase: "qualquer paixão me diverte".
Já vira algumas vezes amigos sofrendo por amor. Achava triste e não entendia muito bem como o "amor" podia trazer sensações tão antagônicas.
- O amor tem dessas coisas.
- Tem?
- Nem sempre é uma via de mão dupla.
- Mas a paixão não é assim?
- Também.
- Se para amar, eu tenho que estar disposto a sofrer... Prefiro me resguardar.
Ele se resguarda. Guarda-se para si, protege-se do outro.
- Eu tenho medo.
- Medo?
- Medo de me envolver. Isso acontece sempre, ou quase sempre. Talvez seria prudência.
- Entendo.
(...)
- Isso te incomoda?
- O quê?
- Viver assim, sem um amor?
- Não sei... Ás vezes. Colocamos tanta neurose nessa coisa de "paixão". Pensamos que iremos nos completar, a outra metade da laranja... Tudo isso que a mídia vende: em livros, novelas, filmes, etc. Projetam um ideal, e que dizer que não existe é quase redundância.
- Está sendo sincero?
- Eu gosto de me apaixonar, às vezes... Mas também é bom ficar na minha. Se a questão é buscar a cara metade, alguém que me complete... No momento eu prefiro buscar em mim mesmo, no meu mundo, aquilo que me falta.
sábado, 30 de maio de 2009
Minha Irritante 'Floresta'
- Não sabia.
Revirando os medos, os meus medos... Desenterrando-os.
- Vai bobo, continue a brincar com fogo!
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Há um ano...
Há um ano resolvi fazer um novo blog para publicar meus textos. Seria uma forma de interagir com o outro, aquele a quem direciono a palavra. Eu escrevo porque gosto, do que gosto, mas eu espero que uma terceira pessoa leia.
Uma coisa que me questiono, ou, até mesmo, preocupo tanto é a minha escrita. Acredito ser um grande amador e a consciência de que cometo erros de coerência, ortografia e concordância me perturbam bastante. Escrever é prática e o blog está sendo uma escola para mim.
Aqui, pouco a pouco, eu estou descobrindo a minha escrita e criando uma maior intimidade com a palavra. Escrevo sobre o que me interessa, o meu mundo, o eu. O Meu Irritante Eu.
- Porque “irritante”?
Eu tenho um relacionamento bem melindroso comigo mesmo e, muitas vezes, não tenho paciência com minhas atitudes. Ora as acho bastante infantis, ora bastante idiotas. Não foge muito disso. Mas, ainda assim, o título desse blog me incomoda. IRRITA. Ele é grande demais e teve influência direta do programa “Irritando Fernanda Young”. Eu o suportei durante um ano, mas, seria demais leva-lo à frente.
Procuro dentro dele um nome, o próprio, eu pergunto:
- Qual é o seu nome?
- Qual é o seu nome? Um eco no oco!
No eco, um oco.
No oco, um eco choco, que choca (coca, caco, coco).
Um eco chocho, no oco.
Novo, no ovo oco.
No ovo, choca um choco.
Conversando com alguns amigos e comentando que gostaria de mudar o título do blog, eles falaram: para quê mudar, o nome é tão legal.
- Legal, será?
- É sim.
- Mas...
- Sem "mas"!
- Está bem, afinal... Quem não tem suas influências na vida?
- Um parente meu já dizia: nessa vida, nada se cria, tudo se copia.
- Pare com isso! Eu tenho uma eterna busca pelo novo. Pelo meu "novo" eu, aquele que eu ainda não descobri, mas que está guardado.
- Sim sim.
Está bem, um feliz aniversário para "Meu - já descoberto e desconhecido - Irritante Eu" e que ele tenha muitos anos de vida!
sábado, 16 de maio de 2009
"Vamos até o sétimo"
2° É mesmo, voltei a fazer análise. Ah, estou tão feliz com isso. Não sei como fiquei sem isso por um ano (ou mais). Tanta neurosejunta. Confuso, confuso? Não sei. Mas algo não vai bem. Ah, mas não vai mesmo. A cada dia que passa, me desconheço. "Quem é esse? Você?". Sim, por quê? "Nada". Não sei de nada. Ainda bem que agora tenho um apoio.
3° Gostei tanto da personagem que fiz nessa oficina, Eduardo, década de 50, muita paixão, inveja, ciúmes. Muita coisa para trabalhar em mim e nele também. Sem contar que resgatei Elvis Presley, João Gilberto, Tom Jobim... Beatles! Das três oficinas que já fiz, esse é o personagem que mais gostei e, pelo visto, irei continuar a trabalhar com ele para a próxima também.
4° Estudo, estudo e estudo. Perdido. "Quem? Eu, ou o estudo?". Não sei. Só sei que tenho que estudar muito e domingo tem simulado. "Acordar cedo no domingo?". Que saco!
5° Seu aniversário está chegando. "É mesmo!". Um ano... Tão bebê ainda, mas tem progredido muito. "Demais!".
6° Eu sou muito ruim. "Como assim, ruim?". Não sei, só sei que sou. "É mesmo? Mas... como assim?". Ruim. "Ruim ruim, ou ruim ruim?". Ruim ruim. "Não entendi". Nem eu. "Vamos até sétimo".
7° Está bem:
O Outro (musicado por Adriana Calcanhotto)
Eu não sou eu,
Nem sou o outro
Sou qualquer coisa de intermédio
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o outro.
Mário De Sá Carneiro
sábado, 9 de maio de 2009
Do barquinho, uma saudade
Dia de luz
Festa de sol
E o barquinho a deslizar
No macio azul do mar
Tudo é verão
O amor se faz
Num barquinho pelo mar
Que desliza sem parar
Sem intenção nossa canção
Vai saindo desse mar
E o sol beija o barco e luz
Dias tão azuis
Volta do mar
Desmaia o sol
E o barquinho a deslizar
E a vontade de cantar
Céu tão azul
Ilhas do sul
E o barquinho é um coração
Deslizando na canção
Tudo isso é paz
Tudo isso traz
Uma calma de verão e então
O barquinho vai
A tardinha cai
Como uso o blog para registrar momentos e estou no meio de uma oficina de interpretação para cinema, com a diretora Gabriela Linhares, resolvi registrar aqui meu "material" para composição daquilo que chamo de "minha arte".
Chega de Saudade
Vai minha tristeza
e diz à ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza, é só tristeza
E a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim
Silêncio! Deixe o som rolar... Vamos curtir esse momento e mais nada. Vamos até o fim.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Meu querido avô

No dia-a-dia, uma ausência. No coração, aquela velha presença, uma vez plantada e cultivada pelo senhor Agenor (meu avô). Ele está fazendo falta. Estamos todos com saudade. Mas será que ele realmente se foi?
Meu avô deixou um pouco dele em todos nós. Como grande "entendedor" de hortas e jardins, ele enxergou em nós prosperidade. Plantou uma semente, adubou nosso solo, regou-nos com muito cuidado, sem exagerar uma gota. Ele podou nossos galhos e fez de cada um, uma árvore bela e forte, daquelas que dão frutos.
Vejo que o senhor Agenor está em sua esposa, seus filhos, seus netos, bisnetos, genros e noras... Ele esta em todos os que tiveram oportunidade de conhecê-lo.
Não é preciso vídeos, nem fotos, é fechar os olhos que eu ouço aquela risada sapeca sempre acompanhada de algum comentário. Lembro-me claramente do seu jeito de caminhas, a maneira como segurava uma colher... e como comia com gosto!
Acredito que eu aprendi com meu avô uma das coisas mais importantes da minha vida, que é dar valor a essa imensa família que tenho. Se sou como sou, fruto do meio, é porque cresci aqui, na casa da minha avó.
Hoje, dia 24 de abril, data de meu aniversário, eu gostaria de agradecer a todos vocês por tudo e, também, ao meu avô, que me mostrou nos seus atos, a grandeza de ter uma família, essa família, os Sousas com z e com s.
Ano passado, em julho, quando eu estava em época de apresentações, fiquei chateado por pensar que o senhor não iria poder me prestigiar no teatro. Cheguei a sonhar que estava apresentando e via-o na platéia. Ah, como chorava ao vê-lo ali. Pouco depois desse pensamento, lembrei-me que muito pelo contrário, a partir de então o senhor estaria sempre me assistindo e acompanhando todo o meu progresso, seja no teatro, seja aonde eu estiver.
Meu querido avô, sei que estás bem. Pode até ter morrido em carne, mas em espírito, continua presente em nossas vidas. Como disse a todos que estavam presente em sua casa, no dia do nosso aniversário, o senhor está com a gente em todos os lugares, na memória, no coração, nos valores ensinados, na nossa conduta... Gostaria, mais uma vez, de te agradecer por tudo.
Muito obrigado, meu vô!
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Refúgio

Eu sei, eu sei que eu posso ficar a vontade, se isso bastasse. Se, sabendo disso, eu conseguisse dizer alguma coisa, mas veja só, eu já estou dizendo... Eu falo muito, falo nada...
Eu não estou bem, eu sei que não estou bem... Foi até por isso que eu resolvi vir aqui, eu preciso de um refúgio. Um lugar para falar, mesmo que eu não fale nada com nada, mas... É para falar. Falando, já está bom, não é? É... Bom, se eu pudesse cantar, a música que me vem a cabeça são os gritos de Ana Carolina... Seu Jorge: Não Vou Nada Bem! Aquela que todo mundo suicida... Não, jamais! Não estou falando em suicidar, muito pelo contrário, se eu vim aqui é porque eu quero viver. Viver de uma forma melhor, entendem?
Eu estava ouvindo a história de todos vocês... É, a vida de ninguém é fácil, mas a minha às vezes parece ser mais difícil do que as outras... Não sei o porquê. Talvez seja porque eu a vivo... É... É isso, o problema sou eu.
Eu estou sem graça de começar a falar, logo de cara... É a minha primeira vez aqui no grupo. Isso é normal, não é? Assim, ficar sem graça, na primeira sessão. Eu não conheço ninguém. Além de eu não me conhecer, eu não conheço ninguém aqui...
Estou abafado, descobri isso. Eu sinto que estou abafado. Muito! Nossa!
Bom... Era só isso mesmo, por hoje... É que... Eu não estou bem.
domingo, 26 de abril de 2009
O Zoológico de Tennenssee

O texto é de Tennensee Willians e dizem ser autobiográfico. Como a própria Cássia disse no final do espetáculo, é uma peça que valoriza o ator por sua profundidade.
A história gira em torno das preocupações exageradas de Amanda com seus filhos. Ela tem medo de sua filha se tornar uma solteirona e também não quer que seu filho passe o resto de sua vida trabalhando em um depósito, ganhando pouco dinheiro. Com isso, ela acaba sufocando seus filhos e causando muitos conflitos.
Quando acabou o espetáculo, Cássia Kiss avisou que no final de cada sessão, eles costumam ficar mais trinta minutos para discutir a peça com a platéia, lógico, com quem se interessar. E eu, é claro, fiquei para participar do "mine pocket debate". Foi super interessante ouvir os atores falarem do processo de criação e pesquisa e discutirem conosco sobre os temas que a peça retrata.
Está sendo tão interessante ter essas experiências com o teatro. Percebo que há uma nova dinâmica entre os atores e a platéia. Há um desejo de tirar a espectador da passividade e trazê-lo para realidade do espetáculo. Há um envolvimento maior com o público. Foi o mesmo com A Alma Boa de Setsuan, os personagens conversavam com a platéia antes da peça... Muito bacana.
Tudo isso está enriquecendo demais a minha "bagagem" artística. Espero, em breve, registrar a minha ida a outros espetáculos aqui.